Friday, 28 January 2011

OMG! GLEEK HYPERVENTILATING!


Estou eu muito bem a scrollar o meu Google Reader quando vejo este still da Lea Michele do Glee, no episódio que vai para o ar no São Valentim… e, qual não é a minha EXCITAÇÃO! quando vejo que a Miss Rachel Berry tem um vestido EXACTAMENTE IGUAL AO MEU!, que tenho posto neste preciso segundo! A coincidência! It's uncanny, I tell you! EU TENHO O MESMO VESTIDO QUE A RACHEL BERRY! É um da H&M, acho que nem €20,00 me custou mas é, hands down, a minha melhor compra até hoje.


Será isto um sinal de Deus?
Serei eu a Rachel Berry portuguesa?!
ENTRAREI EU NO GLEE?!
*exclama para o Céu*

RSFF, Deus. Fico à espera.

Wednesday, 26 January 2011

E Porque É Janeiro...


...deixo-vos mais umas imagens da January (get it?) Jones que fez a campanha de acessórios SS 2011 da Versace.




A propósito, recomendo vivamente a colecção da Versace para a próxima estação. A fazer lembrar as transparências de Courrèges e de volta aos padrões gregos que marcavam as colecções primordiais da casa italiana, estou apaixonada por estes vestidos yeye com um twist sexy.





É só esperar pelo verão… e o euromilhões.

And The Award Should Go To... Ricky Gervais!


Já lá vai mais de uma semana desde a 68ª edição dos Golden Globes mas eu só há dias é que tive oportunidade de ver a cerimónia e, claro, as roupas já que, há que admitir, esta cerimónia vale mais pelo desfile no tapete vermelho do que pela entrega de prémios (sem prejuízo de ter adorado o reconhecimento devido ao Glee, Chris Colfer e Boardwalk Empire).

The Good
.



Emma Stone. A surpresa da noite, pelo menos para mim. Longe vão os tempos de colegial inocente do Superbad: Emma Stone transformou-se num epítome de sofisticação, classe e elegância. O vestido faz jus à reputação de Calvin Klein de que less is more: simplicidade nunca foi tão chique.





Aaaah, a minha January Jones. A mulher mais linda do momento. As duas últimas temporadas do Mad Men estão ainda na minha wishlist da Amazon por isso tenho dado uma pausa – ainda que forçada! – na minha obsessão por aquela que já disse ser a melhor série de sempre. Mas a imagem Ms. Jones está longe da Betty Draper amarga, uptight e retrógrada. O corte sexy, a cor vamp: Versace no seu melhor, um clássico da femme fatale! *Clap! Clap! Clap!*



The One Who Can Do No Wrong. É o meu novo título para a Lea Michele. É – a par da January Jones – a minha girl crush do momento: na nova temporada do Glee ela está absolutamente deslumbrante, física e vocalmente, e voltou a brilhar com Oscar de la Renta, tal como nos Globos do ano passado. Reencontramos o cor-de-rosa coral do CK da Emma Stone mas longe de ser simples, este vestido é a definição de va-va-voom! E o penteado complementa-o na perfeição. Adoro. Adoro! ADORO!




Mila Kunis. E pensar que esta menina dá voz à Megan do Family Guy! Linda! A cor é magnifica, o corte sofisticado. Well played, Miss Kunis.



Maria Menounos quase passou despercebida mas é das minhas predilectas no desfile detsa última edição dos Globos. Apesar de a achar excessivamente magra, não posso deixar de me apaixonar por este vestido, ultra leve e feminino com um corte sexy: a combinação perfeita.

The Bad.



Eva Longoria. Demasiado decotado. Demasiado apertado. Demasiado comprido para a figura liliputiana da recém-separada de Tony Parker, que ficou a isto (*polegar e indicador juntos*) de ter o kit perfeito.



A Natalie Portman tem tudo para ser infalível: uma beleza inigualável, talento em bardas (ganhou para um dos filmes que mais anseio ver de que já aqui vos falei), um sentido de humor inesperado… Mas desta feita, confesso, desiludiu-me, ainda que vestida pela genial dupla Viktor & Rolf. Não sei se é da flor, se da horrenda mistura de cores, se do penteado desenxabido… Bem sei que não é fácil ser-se glamorosa quando se está grávida mas podia ter feito melhor, muito melhor.



A Christina Hendricks tem sido uma constante desilusão nos desfiles de red carpet. Uma diva no Mad Men mas um flop nas cerimónias. Aquele cabelo indomável não dá com o acessório do vestido. Master WTF! Ela bem que se queixou de não ter designers que a quisessem vestir por não ser o típico tamanho ultra-mini-anorético das restantes estrelas hollywoodianas: tenham dó da rapariga e arranjem-lhe um designer decente! ASAP!



A-D-O-R-O a Julianne Moore. Se fosse homem estaria irremediavelmente apaixonado por ela. E também já aqui confessei ser fã do Alber Elbaz mas este vestido deixou-me boquiaberta. Aquelas mangas?! Todo amarrotado! Não terão forrado a seda!? Enterro a cara não mãos: é que não percebo. Não percebo.

The Ugly.



Heidi, não é a praia, amiga. É prova que nem às mulheres mais bem feitas do mundo tudo lhes fica bem. O que é isto, santo Deus!? E a maquilhagem?! Pintaram-na à luz das velas?!



Tina, Tina, Tina. Minha querida, minha adorada e idolatrada Tina Fey, a prova de que uma mulher pode ser inteligente, bonita e ter sentido de humor. Mas esta roupa: ai, mulher! Estavas a ir tão bem em eventos anteriores… O que é que te aconteceu?! Ainda por cima com L'Wren, um dos estilistas mais promissores da nova geração!



A Olivia Wilde dá todo um novo sentido à expressão OTT. Estou a sangrar dos olhos com tanto brilho. E aqueles sapatos, dourados ainda para mais, com aquele vestido?! És a parola da noite, parabéns.



Renée Zellweger. Euh… não há palavras.



Ó Michelle Williams, nem a tua carinha laroca te safa. O Valentino deve ter chorado quando viu a viúva de Heath Ledger nesta figura. Nem sei que diga. Malmequeres, a sério?



Halle Berry, já todos percebemos que tens um corpo fora deste mundo, para quarentona então, é de fazer inveja a modelos de 20 anos… Mas lá porque és gira escusas de andar em lingerie S&M à luz do dia. Há crianças a ver isto. Alguém dê um casaco à senhora, pelamor da Santa.



E…. drum roll… a vencedora sem paralelos nem concorrência é... a Helena Bohnam Carter! Deixo-vos com a imagem que vou só ali lavar os olhos com lixívia e já venho.

Sunday, 16 January 2011

Jovem Rapariga...



... dá explicações de inglês e francês a todos os níveis escolares; preparação para exames e aulas de conversação.
Ainda faz traduções e retroversões de francês e inglês técnico.
Se souberem de quem precise, agradeço que divulguem!

Obrigada!

Sunday, 9 January 2011

Come Hither And Listen To The Sounds of 2010!



Fechei o ano passado sem ter cumprindo aquilo que já vem a ser uma tradição do Evil Twin (e de todos os blogues, sites, revistas, jornais, etc.): a lista dos álbuns do ano que findou que acho serem merecedores de destaque e aplauso.
Reconheço que desta vez (e talvez também o terá sido acidentalmente das outras) a lista é altamente previsível e, vá, fraquinha até: vai seguramente haver muito bom leitor que discorde. Já vos ouço exclamar "Falta o High Violet dos The National!" ou "Como é que não estão aqui os Black Keys!?" ou "Um best of 2010 sem Ariel Pink não faz sentido!". Pois, meus caros, aceito os vossos insultos mas há uma razão muito simples e perfeitamente válida: há por aí muito bom álbum que ainda não ouvi. Este ano tive de descurar a minha melomania. Para fazer esta lista e lembrar-me de qual foi a banda sonora do ano que passou, fui ao meu histórico da Amazon e dei de caras com a minha wishlist onde estão nada mais nada menos do que 37 álbuns à espera de serem comprados e escutados. O orçamento está curto este ano e anseio pelos used like new a preço da chuva dos álbuns dos Spoon, Lightspeed Champion, Frightened Rabbit, Ra Ra Riot, Matthew Dear… The list goes on and on...

Ainda assim, tradições são tradições e deixo-vos por isso, sem ser em nenhuma ordem particular, os álbuns que marcaram o meu 2010.

Beach House, Teen Dream.
Já tinha ficado a aguar quando vieram tocar na edição de 2009 do Super Bock Em Stock, num Coliseu à cunha, e comprei o álbum mal saiu. É um disco que tem tudo a ver comigo: a voz melosa e inquietante de Victoria Legrand, as baladas feéricas, as letras desconcertantes... O Used To Be será seguramente o single que mais tocou este ano. E continuo sem me fartar.






Kings of Leon, Come Around Sundown.
Gosto desta banda por razões sentimentais que ultrapassam a música. O novo álbum não foge muito à fórmulas do Only By The Night que ouvi até à exaustão e continuo a adorar. Sem ser especialmente inovador, é um trabalho mais calmo, mais lírico, mais melódico. E foi um dos concertos do ano. Só por isso, ganha muitos pontos.






Local Natives, Gorilla Manor.
Curioso, ia jurar que este álbum era do ano passado mas o meu mui' fidedigno histórico da Amazon confirma que só o adquiri em Fevereiro. Já aqui vos falei dele: é um álbum que roça a perfeição, com harmonias que aquecem o coração, ritmos que animam a alma, letras rápidas e despretensiosas. Adoro.






Arcade Fire, The Suburbs.
Depois do perfeito Funeral e do imaculado Neon Bible, o último trabalho dos Arcade Fire mantém-se fiel às estruturas e composições anteriores, e ainda bem. Graças a Deus, tive o bom senso de não comprar bilhetes para o espectáculo de Novembro que foi entretanto cancelado: é bem feita para não marcarem concertos no Pavilhão Atlântico.






Caribou, Swim.
O álbum de dança if there ever was one e com provavelmente o melhor single do ano. Tentem ouvir isto sem bater o pézinho.






Orelha Negra, Orelha Negra.
Vergonhosamente, é das minhas descobertas mais recentes mas fiquei absolutamente rendida no concerto do São Jorge e ando a deliciar-me não só com álbum mas com a mixtape. Prova que nem tudo o que é nacional é m*rda e que Sam da Kid, mesmo com mais de 30 anos e a viver em casa da mãe, é o maior.






The Walkmen, Lisbon.
É impossível ficar indiferente a um álbum intitulado em honra da minha cidade. Mas o último trabalho deste quinteto transmite energias inegáveis de outra cidade, a deles, Nova Iorque. Sente-se o lado gritty da Big Apple, com sonoridades que vacilam entre os Velvet Underground e uma banda de mariachi (ouçam o Stranded e vejam lá se não concordam).






Broken Bells, Broken Bells.
Enquanto o novo álbum dos The Shins não é lançado, a voz de James Mercer, acompanhado de Danger Mouse, embalou o meu verão.






Deerhunter, Halcyon Digest.
Se me dissessem que este álbum tinha sido escrito nos anos ´90, acreditava piamente. Despido de artifícios e remisturas, as guitarras sentem-se muito mais, há efeitos de voz que fazem lembrar o Cannonball, o tempo é muito marcado, quase optimista. Um álbum revivalista mas diferente, estranho, e isso é bom.






Bombay Bicycle Club, Flaws.
Não tem nada a ver com o álbum de estreia pelo que se desenganem os que estão à espera de um sucessor de I Had The Blues But I Shook Them Loose. Este é um álbum de uma simplicidade quase infantil, com sonoridades a fazer lembrar os meus queridos Mumford and Sons. Percebo que este álbum tenha sido uma desilusão para a crítica entendida mas eu, sucker de folk que sou, não podia deixar de meter estes londrinos no pódio.






Hot Chip, One Life Stand.
Outro álbum de dança até à última casa e dono de um dos singles que tocou em loop este verão.






Agora, os singles que adorei mas cujos álbuns ainda desconheço.

Aloe Blacc, I Need a Dollar.
Descobri esta música no How To Make It In America mas só soube de quem era já este ano. O álbum Good Things aguarda uma atenta e apaixonada escuta. O single esse, é já do ano passado.






Cee Lo Green, Fuck You.
É o single do ano passado e parece que o álbum não fica nada atrás: há que escutar a ver se o redime de ter tido a filha a participar num My Super Sweet Sixteen...






Mark Ronson feat. Boy George, Somebody To Love Me.
Adoro. Adoro. Adoro.



Saturday, 8 January 2011

That Was The Year That Was, Tom Lehrer (1965)


Espanha foi campeã do Mundo. O impronunciável vulcão islandês estragou as férias a milhares de veraneantes. O terramoto afundou o Haiti ainda mais na miséria. A BP destruiu o golfo do México. A cultura ficou empobrecida com as mortes de Éric Rohmer, J.D. Salinger, Alexander McQueen, Dennis Hopper, Saramago, Tony Curtis e Arthur Penn, A “crise” não passou. O resgate dos mineiros chilenos foi das poucas boas notícias que tivemos. Assim como o lançamento do i-pad (wohoo!).
2010 foi um ano igual a tantos outros: recheado de tragédias, desgostos e angústia e umas tantas alegrias aqui e ali. Nenhuma novidade significativa ou verdadeiramente revolucionária.

Mas a nível pessoal tive muitas novidades, algumas delas revolucionárias. E, claro, como qualquer adulto, tive a minha quota-parte de desgosto e angústia.


Ganhei mais um sobrinho. Embora a minha irmã e o meu cunhado tenham contribuído em muito para a criação e o nascimento deste petiz, a verdade é que olho para aqueles enormes olhos azuis e doce sorriso desdentado e penso que ele é a prova acabada de que Deus existe e cria as maiores maravilhas.


Mudei de emprego. Foi para melhor, mas nas piores circunstâncias. Já aqui confessei inúmeras vezes o meu profundo desgosto e arrependimento em ter seguido Direito, ter feito o inferno tenebroso que é a Ordem e ter trabalhado num verdadeiro circo de desonestidade, promiscuidade e ganância que é um escritório de advogados. Nem tudo é mau, claro: fiz lá amigos para a vida, conheci pessoas apaixonantes, tive experiências profissionais e pessoais enriquecedoras. Mas foram anos de pressão, desgaste e insatisfação que não desejo a ninguém.
Mudei em Junho e agora adoro o que faço. Trabalho num hedge fund e outros produtos de investimentos num banco (muitos de vós bocejarão mas juro-vos que é mesmo giro!). Mas, mesmo os mais desligados saberão que se há sector onde as coisas estão a dar para o torto, é este. É mais seguro investir numa empresa têxtil do interior cheia de operários manetas e cegos do que apostar na continuidade do meu emprego. Vivo com a guilhotina ao pescoço sem saber se só vou trabalhar aqui mais um dia, um mês, um ano, uma década…


Comprei a minha casa
. Era um dos projectos que mais ambicionava. Adoro o meu apartamento. Adoro o bairro. Adoro tudo. Mas odeio ter um crédito à habitação que me consome 60% do meu rendimento e que me obriga a fazer uma ginástica financeira inimaginável para não ter der me prostituir ao fim do mês para poder pagar as contas (e digo-vos que morando a 2 minutos do Parque Eduardo 7º, já pensei nisso mais do que uma vez!).


Os meus pais estão velhos. Não sei se ficaram velhos este ano ou se foi gradual e só este ano me apercebi mas a verdade é que, por várias circunstâncias, dei por mim a olhar para os meus pais e a ver um casal de sexagenários, que o são, e não um jovial e enérgico casal de 30, que era a imagem que mantive deles desde a minha infância. Os meus pais sempre foram muito activos e jovens de espírito, com sonhos, projectos, ambições, cheios de saúde e uma vida social bem mais activa do que a minha. Mas, de repente, foram avós, ficaram mais frágeis, mais magros, menos pacientes, menos tolerantes, mais medrosos, com mais cabelos brancos… O facto de eles envelhecerem assusta-me por tantas razões. Primeiro, porque a velhice é uma merda: ninguém gosta de ser velho, não me venham com essas balelas de que se ganha sabedoria e sapiência. Bullshit. Mas assusta-me sobretudo porque significa que também eu estou a ficar mais velha. Estou à beira dos trinta, esse malfadado número que impõe às mulheres como meta para casar, ter filhos, casa e emprego de sucesso. Fiz um PPR, já não aguento sair até às tantas, já não emagreço de um dia para o outro, já critico os comportamentos, vestimentas e cultura (ou falta dela) das gerações mais novas, já uso mais sabrinas rasas do que pumps de 15cm, já faço cortes de cabelo que me rejuvenesçam.
E (O Fortuna do Carmina Burana toca como música de fundo)… tive o meu primeiro cabelo branco.


E, o mais importante, deste e ano e, provavelmente, de todos os anos a vir, conheci, ou melhor, reconheci o Amor.

Não sei o que 2011 me reserva. Já deixei de fazer planos. Não vale a pena. Mas, claro, tomei algumas resoluções (é impossível deixar passar a oportunidade de desenhar objectivos e melhorar o que podemos e queremos!) e a principal de entre elas é ser feliz com o que tenho. Apreciar melhor a minha sorte, as dádivas e as benesses que tenho, dia após dia.

Espero consegui-lo.

Tuesday, 21 December 2010



Ando sem net em casa por isso têm sido poucas as oportunidades para actualizar o Evil Twin ao ritmo que queria mas antes que seja tarde, desejo a todos um Natal muito feliz!

Wednesday, 8 December 2010

Pára. Olha. E escuta.


Antes de vos deixar com os best of do ano que passou (este ano não está a ser fácil fazer a selecção!), deixo-vos com os nomes aos quais há que ficar atento para o ano que vem. Porque para a frente é que é o caminho!



Não sei se é de ter o concerto de Madrid ainda fresquinho na memória ou se por este quarteto também ser de Nashville mas os Mona fazem-me muito lembrar os Kings of Leon. O que é bom, não?







The Vaccines. Ou Se Os Arcade Fire e Os The Horrors Tivessem Um Filho.






Os Warpaint já não são novidade para muitos mas têm vindo a construir nome e fama neste ano que passou e estou certa que vamos continuar a ouvir falar deste trio feminino (acompanhado de um baterista masculino) no novo ano.





O ano de 2007 foi o ano do dubstep com o reconhecimento do soberbo Untrue dos Burial. E o dubstep deve voltar à berra em 2011, outra vez graças ao William Bevan, mas desta vez no papel de produtor do Jamie Woon, dono de uma divina voz soul contraposta aos ritmos pesados e obscuros que caracterizam o dubstep Londrino. É bom demais. O single Wayfaring Stranger – o clássico folk eternizado nomeadamente pelo Cash, é candidato a um dos meus covers predilectos: inesperado mas lindo.








Chamam-se Yuck mas não têm nada de nojento. Com membros dos infelizmente findos Cajun Dance Party, estes londrinos têm sonoridades na linha dos The Shins (top 10 melhores bandas do mundo. De sempre.): super fofinhos e melódicos. Ideal para dias frios de chuva como os de hoje.





Esben and the Witch's, assinados pela Matador – label da Cat Power – são poderosíssimos, dark e envolventes. A meio caminho entre a Natasha Khan e os Siouxsie.





E se os MGMT fossem kiwi? Seriam muito provavelmente os The Naked and Famous.




Boas escutas e bom feriado!

Thursday, 2 December 2010

Reyes de Madrid



E se o 1.º de Dezembro de 1640 nunca tivesse acontecido? O que seria de Portugal hoje se tivéssemos ficado sob tutela espanhola? Teríamos perdido tudo nas Guerras Mundiais e na Guerra Civil? Ou seríamos antes uma forte e rica província de uma União Ibérica? Falaríamos espanhol ou estaríamos hoje a lutar pela nossa independência e identidade, à semelhança de uma ETA? Chamar-me-ia Cármen ou Soledad? Falaria ainda mais alto do que falo? Teríamos mantido a deliciosa tradição do bacalhau e outras iguarias tipicamente lusas?
Confesso que, não desdenhando a minha nacionalidade nem o meu país, tenho um fascínio imenso pelos nuestros hermanos e – sei que isto pode insultar muita gente e chocar outros tantos – na minha humilde opinião, o 1.º de Dezembro de 1640 foi um crasso erro que nunca devia ter acontecido. Acho que Portugal e Espanha seriam hoje um país com um potencial imenso, com uma força que nos tornaria num dos maiores players da União Europeia e nos daria um rol de oportunidades que nunca teremos, ou claramente não soubemos aproveitar, como a actual situação económica bem demonstra. Estou bem ciente de que também Espanha atravessa um período de enorme dificuldade, que tem problemas aparentemente insolúveis, tal como nós… mas continuam a dar-nos baile em tudo, em todas as áreas do mercado, na indústria, na banca, no cinema, na literatura, na moda… E cada vez que vou a Madrid penso “Tenho de vir viver para cá. Tipo, hoje.” E este feriado que passou, honrei verdadeiramente a minha opinião e fui passar o dia a Madrid. Confesso que não foi uma jogada propositada, pelo menos da minha parte, mas foi antes uma surpresa (e que surpresa! a melhor que já me fizeram!).
Depois de um dia muy típico, entre deambulações pelas largas avenidas e a lavar as vistas no Prado, o dia acabou em cheio com um concerto dos Kings of Leon, num sala com mais espectadores portugueses do que alguma vez pensei. A certa altura no concerto até se ouvia uma boa parte do público entoar sonoramente “Portugal! *clap, clap, clap* Portugal! *clap, clap, clap*”!
O quarteto de Tennesse não falhou e a família Followill provou ser uma banda rock à antiga, e isso é bom: a intensidade com que tocam as músicas é genuína e conseguem transmitir isso para o público que ontem, no Palácio Vistalgre, vibrou com a mesma energia todas as músicas, tendo sido elogiado, aliás, pelo oh so gorgeous Caleb que disse estar grato por estar perante um público consistente que não vai só ali ouvir os singles (de facto, aquela malta era fã de verdade, entoavam sonoramente todas as músicas, desde os álbuns de 2003 que desconhecia aos lados B mais obscuros). Mas, inevitavelmente, os pontos altos foram nos singles: o Radioactive (cujo o início me parece sempre o Cannonball dos Breeders!), Use Somebody e, claro, o Sex on Fire. Uma nota especial para o Back Down South e o The End a que não dei a devida importância quando ouvia o Come Around Sundown mas que são, neste momento, as minhas músicas predilectas dos KOL.

A ouvir em loop.





Monday, 22 November 2010

Fashion Is All About Eventually Becoming Naked

Ainda sou do (triste) tempo em que a moda era veiculada exclusivamente por três vias: o que se via nas revistas, nas montras das lojas e nas nossas mães. Mais nada. Hoje em dia as fontes são inesgotáveis: a televisão (e as séries cada vez mais fashion oriented), telediscos, as pessoas na rua, os blogues, os paparazzi… a moda está presente em todo o lado, tiramos ideias a tudo e todos. Sem dúvida que, de todos estes meios, a internet é de longe o mais influente, pelo menos para mim, que não vou a desfiles e deixei de gastar rios de dinheiro em revistas importadas.
No meu Google Reader mais de metade dos sites e blogues que sigo são dedicados, de uma maneira mais ou menos directa, à moda e, sobretudo, ao street style.
Sem prejuízo dos editoriais de moda, dos anúncios e desfiles dos mais importantes designers, o que mais influência o comum dos mortais é ver o que é que as fashionistas por esse mundo fora andam a vestir, quer seja apanhadas por outros na rua quer criem diários de auto-retratos.
Para além dos nomes mais óbvios (Garance Doré, a minha predilecta, de quem sou über fã!, o seu namorado Scott Schuman, Stockholm Street Style, Sea of Shoes…), gosto particularmente de seguir ilustre desconhecidas que têm um gosto peculiar, diferente e, sobretudo, acessível e imitável.

A minha eleita no estilo de diário visual é uma espanhola maravilhosamente linda e com um bom gosto invejável. Tirando umas peças design (tem um fraquinho pelas carteiras Mulberry), só se veste em lojas high street (zara, h&m, topshop, mango…) mas a menina tem olho certeiro! Montes de vezes dou por mim a vê-la num conjunto primoroso que me apercebo ter tido na mão e ter pensado “nhã, não é giro” e, vai-se a ver, fica brutal.




Esta é das minhas favoritas no estilo vintage. A autora é uma miúda escanzeladamente magra mas com um ar amoroso à la Zoey Deschanel, com muito bom gosto para moda vintage e com um namorado com olho para a fotografia. Em vez de ser só um diário do que ela veste, o Liebemarlene Vintage cria toda uma envolvente neo-romântica, com relatos dos passeios que fazem pelo Deep South e me dão um impulso de vestir um longo frock floral rendilhado e ir a correr pelos campos e cearas com uma coroa de flores na mona. Para além de business woman e revender peças de segunda mão, a Rhiannon também partilha descobertas das viagens e da web.


Para hoje deixo-vos estes mas basta verem os links aqui ao lado para confirmarem que há muito mais por aí!

Saturday, 20 November 2010

Trabalhos de Casa

A minha vida deu tantas voltas nos últimos tempos – no último ano, para ser exacta – que ainda ando meia zonza. Houve três grandes mudanças sendo que provavelmente a mais definitiva se deu esta semana: tornei-me oficialmente uma dona de casa, na verdadeira acepção da palavra. Sou dona de uma casa. Ou melhor, de um apartamento. E não sou bem dona. Dono é o BBVA, eu sou pretensa dona quando acabar de pagar couro e cabelo pelo empréstimo… Mas isso é conversa para outras núpcias e não interessa nada agora. O que importa é que comprei aquilo que será o meu “lar”, e não uma simples casa onde viver.
Fazendo jus à minha veia consumista, já tenho a mente a fervilhar com ideias de decoração. O problema é que da carteira não fervilha nada… Estou mais pobre do que alguma vez fui na vida mas, como há sempre a esperança de amealhar uns trocos para poder pôr a casa a gosto, já tenho comprado umas El Mueble, Elle Decoration e Coté Sud e visto sites de decoração e design de interiores que é uma cosia estúpida. Sei tudo sobre arquitectos de interiores, designers dinamarqueses, móveis italianos, tecidos franceses, tinta de paredes inglesas… Estou perita.
Cela vá sans dire, o meu orçamento não me permite fazer nem metade do que quero mas ainda assim tenho já estes projectos na calha.

Tenho uma série de quadros e cartazes que fui acumulando nos últimos anos por isso quero ter paredes livres para pendurá-los. Mas preciso de estantes: tenho uma quantidade obscena de livros e CDs e tenho de os enfiar num sítio que não em pilhas defeituosas e periclitantes como tem sido o caso até agora. Vi esta solução que se revelou ser um autêntico ovo de Colombo: tão simples, tão óbvio, como é que me escapou? Estantes rasteiras. É fácil, é barato e arruma milhões.


Ainda por causa dos cartazes para afixar – e porque parti umas tantas moldura na mudança – esta solução parece-me engenhosa ainda que prejudicial para os cartazes… Não sei, might be worth a shot.


Para a cozinha, já encomendei este mural da Supernice que tem uma lojinha deliciosa na über trendy Columbia Road, pertinho do célebre mercado das flores.


O que ficou de fora, por falta de orçamento e por ser um capricho dispensável, foi este frigorífico que simplesmente adorei. Sou daquelas pessoas que abre a porta do frigorífico e fica especada a pensar “Mas o que é que eu queria tirar?” ou “Mas o que é que me apetece comer?” e este frigorífico de porta transparente ia poupar tanta energia! E é, a par do Smeg, o único frigorifico giro que já vi!


Este muito original conceito do Gonçalo Campos está também na wishlist: é uma versão acolhedora, fofa e limpa do quadro de giz.




Também me apaixonei por esta lâmpada, tétrica e ternurenta. Ideal para a mesa de cabeceira.


Por último, para substituir o meu velhinho rádio da Roberts, estou vidrada neste rádio da genial Orla Kiely mas é caro como a m*rda. É esperar que o Pai Natal seja especialmente generoso este ano.


Imagens tiradas daqui, daqui e daqui.