terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

"I don't read advertisements - I would spend all my time wanting things”, Franz Kafka

Depois dos anúncios do Super Bowl que ontem vos presenteei, deixo-vos agora com uns belíssimos exemplos de publicidade para a imprensa.
Tirado, descaradamente, daqui.
Enjoy!





























segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Oh When The Saints Go Marching In!



Pouco ou nada me interesso por futebol americano por isso o Super Bowl passa-me um bocado ao lado. Mas este ano foi impossível ficar indiferente à história rags to riches dos underdog de New Orleans, os Saints, que ganharam pela primeira vez o título desportivo mais cobiçado dos EUA.
Mas, mais do que o próprio jogo, de que as regras desconheço por completo e nem sequer vi, confesso que do que gosto realmente é toda a máquina capitalista e o hype que envolve o jogo e que tanta gente censura. Adoro o hino no início – não sou americana mas comovo-me invariavelmente ao ouvir o Star Spangled Banner – e sobretudo gosto dos anúncios que dão no intervalo do Super Bowl. Deve ser a ambição de qualquer copy ou publicitário criar um anúncio para aquele slot. São quase sempre humorísticos e, claro, ligados ao futebol.
Eis o meu eleito deste ano, que não é nem humorístico nem ligado ao futebol mas é delicioso à mesma e muito próprio para esta época namoradeira em vésperas de São Valentim.



Vejam os outros aqui.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Best Valentine Card. Ever!

O Laço Branco, Ou Se O Bergman Tivesse Realizado O “Village Of The Damned”



Há um tema recorrente nas obras do austríaco Michael Haneke (que realizou os tão perturbantes quanto brilhantes A Pianista e Funny Games): a violência. Não tanto a violência gratuita e explícita – não há propriamente sangue a jorrar à la slasher movie – mas é bem mais inquietante do que isso: é a violência subtil, não filmada mas insinuada. É a relação do Homem com a crueldade. É o Mal.
O Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte – vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Golden Globe para melhor filme estrangeiro – não é excepção e aborda novamente essa temática com uma força e beleza a que é impossível ficar indiferente.



Passado numa remota aldeia no norte da Alemanha em vésperas da I Guerra Mundial, o filme relata a estranha sucessão de acontecimentos atrozes que minam a pacatez e as relações daquela pequena comunidade agrícola, gerando-se um ambiente de desconfiança e ódio que nos deixa, a nós espectadores, numa tensão incrível.


O contexto histórico não é por acaso: passado nas vésperas do assassinato do Franz Ferdinand num país prestes a entrar numa guerra que resultaria em milhões de mortos e na humilhante derrota da Alemanha, Haneke oferece-nos a sua justificação para “a origem do todo o tipo de terrorismo, quer político quer religioso”.



De facto, aquelas crianças reprimidas, educadas naquela frieza, austeridade e rigidez, por meio do medo, viriam a ser, mais tarde, jovens adultos durante o Terceiro Reich. O filme prova que pensamentos, feitos e superioridades morais – naqueles termos hipócritas – podem causar não apenas ideias fascistas mas também o extremismo religioso por detrás do terrorismo dos nossos dias. Haneke encontrou, em algo que se passou há um século, um paralelismo incrivelmente subtil com a actualidade.



Narrativa à parte, o Das weisse Band ganha ainda pela fotografia absolutamente deslumbrante: a recriação da época e do local são arrebatadores.





quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Na Wishlist de Hoje


Não liguem às nódoas de bába que deixei neste post...
:~~~

Estas sandálias da Chloe...


Porque nunca se tem Ray Ban a mais...


E porque este vestido é pura e simplesmente divino...

Campo de Ourique, What Else?



Lu et approuvé!, o blogue da minha querida Maggy, uma alfacinha de verdade!

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria (1932 - 2010)


Confesso que nunca li nada da Rosa Lobato Faria mas lembro-me dela sobretudo como actriz (brilhante no Humor de Perdição) e, claro, letrista, nomeadamente destas duas pérolas que aqui vos deixo.



S/S '10 (Parte II)

E porque a Miuccia não cria maravilhas exclusivamente para a Prada, estou a babar-me pela colecção S/S ’10 da Miu Miu. Quero tudo. Tudinho!






Tirado daqui.

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

A Ler Isto, Insaciavelmente.



Já sigo há uns tempos o blogue do Alex Ross, crítico de música da New Yorker, mas só agora comprei o livro a que o blogue rouba o título.
Inspirado nas últimas palavras de Hamlet – “the rest is silence” – este livro é, como indica o subtítulo, um relato do século XX através da música. Desde Schoenberg ao moderno Philip Glass, a passar pelos incontornáveis Mahler e Strauss, Alex Ross contextualiza histórica, biográfica e socialmente as grandes obras musicais do século passado (mais precisamente de 1906, com a estreia em Graz da ópera Salomé do Strauss, até 1987, com a estreia em Houston do Nixon in China, do John Adams).
O livro é, à partida, off putting: o facto de ter mais de seiscentas páginas não ajuda e o tema, claro, pode intimidar. Mas a verdade é que, para além de um connoisseur e melómano sem paralelo, Alex Ross é um excelente escritor e, num discurso acessível e que prende o leitor como se de um romance se tratasse, delicia-nos a cada página.
Recomendo vivamente.

Para Combater Os Monday Blues

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Jerome David Salinger (1919 - 2010)



Tudo o que pode ser dito sobre o JD Salinger e a sua obra, nomeadamente o uber celebre Catcher In The Rye sera um enorme cliche por isso vou abster-me de quaisquer comentarios pseudo-intelectuais e analises literarias e dizer simplesmente que, com morte deste icone da beat generation, relembro este livro que - a par do On The Road - marcou a minha adolescencia e, va, exageros a parte, a minha vida, e que o Holden Caulfield continuara para todo o sempre a ser o meu protagonista de eleicao.


"What really knocks me out is a book, when you're all done reading it, you wished the author that wrote it was a terrific friend of yours and you could call him up on the phone whenever you felt like it"

Catcher In The Rye, 1951, Chapter 3

PS: perdoem-me a falta de acentos mas escrevo-vos desde Londres num laptop ingles que nao tem acentos nem c cedilhas nem coisa que o valha. E estou de cama com gripe, ainda na expectativa de saber se e A ou B ou Z... Grandes ferias que foram estes em que passei 3 dias de cama a arder em febre com dores no corpo. Mega. Mesmo. :(

sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Wish He Could Be My Boss…


Os álbuns do Bruce Springsteen lá em casa são uma espécie de “Onde Está O Wally” da música: tentar encaixar o Born To Run entre Bon Iver e Burial não faz muito sentido mas, por alguma razão, tenho desde sempre uma atracção e admiração inexplicáveis pelo mais digno representante blue collar de Nova Jersía. Não sei se é da rouquidão, se das letras intervencionistas, se das melodias cadenciadas, se da característica t-shirt branca com a bandana… Alguma coisa ele tem porque os dezanove Grammies, os dois Golden Globes (pela banda sonora do The Wrestler e do Philadelphia) e o Óscar, também pelo Philadelphia, provam que não sou a única fã.
Mas, como se as qualidades musicais não bastassem, o Boss também não é nada de se deitar fora: filho de pai holandês e irlandês e de mãe italiana, a mistura deu certa e saiu a brasa que é o Springsteen que, ainda hoje, apesar de ter 60 anos, continua a ser dez vezes mais atraente do muitos dos hot shots de vintes e trintas que por aí andam.
Provavelmente o álbum mais emblemático de Springsteen é o Born in The USA, recheado de singles como o My Hometown, Glory Days e, claro, o Born In The USA que traça uma mordaz crítica à guerra do Vietname e a forma como os veteranos eram tratados no seu regresso aos EUA.
Outra canção do álbum é a I’m On Fire que, ainda que não tão conhecida quantos as outras, é seguramente a mais bela delas todas. Confesso que já não a ouvia há alguns anos mas, no outro dia, ouvi uma versão do John Mayer no rádio, coisa que motivou este post. Quando meti “i’m on fire cover” no youtube, apareceu um rol surpreendente de artistas que reinterpretaram esta pérola. Foram descobertas (e uma redescoberta) que me adocicaram o dia que se previa difícil. E espero que vos adocique o fim-de-semana que desejo que vos seja muito bom!



O original:




Os covers:

John Mayer




Johnny Cash




Bat for Lashes




Tori Amos




Chromatics


Sara Bareilles




Ben Harper & Jennifer Nettles




A letra:

Hey little girl is your daddy home
Did he go away and leave you all alone
I got a bad desire
I'm on fire
Tell me now baby is he good to you
Can he do to you the things that I do
I can take you higher
I'm on fire
Sometimes it's like someone took a knife baby
Edgy and dull and cut a six-inch valley
Through the middle of my skull
At night I wake up with the sheets soaking wet
And a freight train running through the
Middle of my head
Only you can cool my desire
I'm on fire

Na Wishlist de Hoje


Esta t-shirt:


Este cinto:


Esta sala. Ou melhor, esta casa:


Este papel de parede:

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Bon Chien Chasse De Race



Já não é segredo para ninguém que sou francófila dos pés à cabeça, que Paris é a minha cidade europeia de eleição e que os anos em que lá vivi formaram a minha personalidade mais do que outra qualquer convivência e aprendizagem.
O meu amor pela França e os franceses (que, bem sei, não é propriamente consensual por terras lusas) revela-se sobretudo na cultura que aquela nação nos ofereceu: a arte, o teatro, a literatura, o cinema… e, claro, a música.
Desde os clássicos Debussy e Ravel aos Phoenix e Air, passando pelos grandes dos anos 60, tais como a Françoise Hardy (cuja admiração já aqui vos contei) e claro, o enorme, o mítico, o inigualável Serge Gainsbourg.
Independentemente da nossa nacionalidade, geração ou mesmo preferência musical, todos nós reconhecemos que o homem que devia ganhar consecutivamente o prémio de “Melhor Cliente do Ano” da Gauloises e Gitanes, tinha voz de bagaço e encantou a Brigitte Bardot, é uma referência incontornável, com um talento que não esmoreceu com o tempo.
Uma das mais famosas conquistas do Gainsbourg foi a actriz inglesa Jane Birkin (que, recordo-vos, protagonizou o primeiro nu frontal do cinema no irreverente Blow Up de Antonioni), com quem cantou o sensualíssimo Je T’Aime, Moi Non Plus (deliciosamente reinterpretado pela Cat Power há uns anos).
Mas não só de duos musicais se fez a dupla Gainsbourg-Birkin: estes ícones dos swinging sixties tiveram uma filha que herdou o talento, a pinta e a invulgar lascívia dos pais, a Charlotte Gainsbourg.
Descobri a Charlotte Gainsbourg em filmes menores como Jane Eyre, do Zeffirelli ou The Science of Sleep, do Michel Gondry (e anseio agora por vê-la no Anti-Cristo do Lars Von Trier, ainda que o trailer do filme me deixasse um tanto ou quanto angustiada), e ainda como a cara da campanha da Gérard Darel.
Agora reacendi a minha paixão pela família Gainsbourg ao ouvir o álbum que esta demoiselle lançou no início do ano, IRM, que foi co-escrito e produzido pelo Beck (♥!). IRM é a sigla de ressonância magnética em francês e faz referência ao tempo em que a Charlotte Gainsbourg esteve hospitalizada com uma hemorragia cerebral, na sequência de um acidente de lancha que sofreu há dois anos.
As músicas são melancólicas, sente-se a dor e a angústia mas com um lirismo e ritmo característicos de Beck, que dão vontade de cantarolar e dançar, por muito que estejamos em sofrimento.
Um álbum redondo, lindo e triste. Ideal para os dias chuvosos de inverno com que inaugurámos o ano.





quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Foi Há Um Ano...

S/S '10

A par da colecção da Burberry, que é não só a melhor colecção Primavera/Verão 2010 mas provavelmente das mais belas colecção alguma vez criadas em que todas as peças, sem excepção, são divinas – Deus abençoe as mãos e mente do Christopher Bailey! – apaixonei-me pela nova colecção da Prada que faz lembrar uma colecção de verão que a Osklen teve em tempos, que utilizava padrões e materiais muito semelhantes. A Prada continua, estação após estação, ano após ano, colecção após colecção, a criar peças irreverentes mas de uma elegância tão clássica que pode ser usado tanto pela Lady Gaga como pela Rania da Jordânia. E por mim, claro. A mim então é que ia assentar que nem uma luva.
Babem-se com duas das melhores colecções dos meses quentes que estão para vir:
Burberry S/S '10







Prada S/S '10



terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Este Post É Dedicado À I....

... que todos os dias me alegra com pequenas pérolas como estas:




Golden Globes? More Like Shitty Globes!


Idos vãos os dias em que os Óscares tinham alguma credibilidade. Já há uns anos que não ligo àquela que é supostamente a mais prestigiada entrega de prémios da 7ª arte, precisamente porque se venderam a critérios económicos e promocionais, em detrimento do mérito e qualidade cinematográfica. O cúmulo foi no ano em que o Titanic arrebatou aí uns 94 Óscares (sou capaz de estar a exagerar mas o número não anda muito longe disso) que é dos piores filmes de que há memória.
A par dos festivais de Sundance e Cannes, que muito respeito e têm feito sempre, em meu entender, apostas certeiras, prezava os Golden Globes que costumavam ser justos e com o melhor desfile red carpet deste tipo de eventos. A verdade é que até os melhores desiludem e os Golden Globes este ano não foram excepção.
Vi ontem a cerimónia (já agora, uma nota de agradecimento ao MEO que me permite gravar o directo, dar-me uma noite de sono, ver em diferido e fazer fast forward nos discursos de seca e nos intervalos de 5 minutos) e fiquei francamente decepcionada com o rol de vencedores nas categorias do cinema e ainda mais frustrada com os vestidos das estrelas alegadamente fashion savy. WTF?! O que é que aconteceu?
Drogaram a Kate Hudson para a enfiar naquele vestido e sapatos brancos, só pode. Vestido esse que é da Marchesa BRIDAL. Sim, BRIDAL! "Mmmm, o que é que posso levar a uma festa de gala? já sei, um vestido de noiva!" Bah!, poupem-me!


A minha adorada Penelope Cruz estava cor-de-laranja e mais parecia uma Miss Venezuelana do que uma estrela de Hollywood.


O cabelo da Drew Barrymore - por amor de Deus, o que é que era aquilo? - e o vestido: é impressão minha ou aquilo era road kill que ela tinha no ombro esquerdo?


Até a minha querida January Jones, que brilhou radiosamente no ano passado, desiludiu com uma bandolete do tamanho do Vaticano e um vestido sem graça…


E o prémio “Maquilhagem Mais Ridícula da Noite” vai direitinho para a Sofia Loren. És um ícone, tudo bem, é indiscutível, mas aquela sombra nos olhos e aqueles óculos à Dame Edna, não dá com nada. Muito menos com os teus 70 e tal anos.

Como já não deve ser novidade para ninguém, o prémio mais cobiçado de melhor drama foi entregue ao Avatar (ou “Avada”, segundo a pronúncia do Schwarzenegger). Sim, leram bem, aquele filme em 3D com gajos semi-nus azuis, é o melhor filme do ano. Pelamordeus. Só podem estar a gozar. Quem é que me convence que este filme é melhor do que o Precious? O Up In The Air?? Inglourious Basterds?! Hurt Locker?!?
Ah, mas a piada não pára por aqui. Quem é o melhor realizador? Adivinhem lá… Ah, pois é! James Cameron. Mas expliquem-me, a sério, ele fez o quê, exactamente? Imaginem-me este filme sem a equipa de efeitos especiais. Ui, de uma realização de humilhar o Fellini, queres ver? E vão dizer-me que o Cameron é melhor que o Reitman (que, recordo os menos atentos, realizou o Juno e o Thank You For Smoking)? A Kathryn Bigelow? O Clint Eastwood?? QUE O TARANTINO?!?
Já nas categorias televisivas, não tenho razão de queixa. Ganhou o Mad Men, que ouso afirmar, sem grande pejo, é a melhor série de todos os tempo; o Glee (o meu guilty pleasure do momento), o Alec Baldwin no 30 Rock, outra das minhas série predilectas, e a Chloë Sevigny no Big Love, de quem também já me confessei fã, quer dela (das mulheres com mais sentido de moda dos tempos modernos) quer da série.

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Monday Blues Fix

Estou com um mau humor sem paralelo hoje, por um sem número de razões que nem vale a pena abordar.
O que vale é que há sempre pequenas pérolas aqui que a minha querida I. me manda e que me alegram o dia, nem que seja só por uns segundos.

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Jay Reatard (1980-2010)

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

If life gives you lemons...

Tirado daqui.

One day a farmer's donkey fell down into a well .
The animal cried piteously for hours as the farmer tried to figure out what to do.

Finally, he decided the animal was old, and the well needed to be covered up anyway; it just wasn't worth it to retrieve the donkey.

He invited all his neighbors to come over and help him. They all grabbed a shovel and began to shovel dirt into the well.

At first, the donkey realized what was happening and cried horribly. Then, to everyone's amazement he quieted down. A few shovel loads later, the farmer finally looked down the well.

He was astonished at what he saw. With each shovel of dirt that hit his back, the donkey was doing something amazing. He would shake it off and take a step up.

As the farmer's neighbors continued to shovel dirt on top of the animal, he would shake it off and take a step up. Pretty soon, everyone was amazed as the donkey stepped up over the edge of the well and happily trotted off!

MORAL: Life is going to shovel dirt on you, all kinds of dirt. The trick to getting out of the well is to shake it off and take a step up. Each of our troubles is a steppingstone. We can get out of the deepest wells just by not stopping, never giving up! Shake it off and take a step up.

Their words... My state of mind... III


A frase do dia de hoje pertence ao meu amigo P. que, ainda que em tom de graça, me ofereceu nas melhores imagens de sempre.


"Sinto que me atiraram para uma gruta escura cheia de labirintos e disseram «agora tenta lá sair, ó palerma»"