Tuesday, 26 October 2010

Lulz Galore


Mantendo o mote humorístico do último post, deixo-vos estas imagens que hoje me proporcionaram umas belíssimas gargalhadas e outras mais antigas mas que vale sempre a pena recordar.


Este aqui em baixo dá todo um novo sentido à expressão Teen Wolf:




Odeio quando isto me acontece:


Para acabar em beleza e porque o Halloween é já este fim-de-semana, umas ideias para os mai’ piquenos. O puto mascarado de ventríloquo parte-me toda!


As barrigadas de riso do Evil twin foram oferecidas por este, este, este e este site e outros que não me lembro.

Leo Cullum (1942-2010)

Sou fã da New Yorker por várias razões. Pelos contos, sobretudo, mas também pelos artigos, claro, a secção About Town (para me deprimir e saber tudo o que estou a perder por não viver em NY), pelo facto da assinatura ser barata, particularmente tendo em conta a qualidade e a proveniência deste semanal, mas sou fã principalmente pelos cartoons que são para lá de geniais. Um dos melhores presentes que recebi foi da minha adorada irmã que me prendou com a colectânea dos cartoons todos da New Yorker: um livro maravilhosamente enorme, recheado e bonito.
Um dos cartoonistas mais emblemáticos da New Yorker - cujos traços se reconhecem imediatamente e as punchlines nunca falham - era o Leo Cullum que morreu ontem, vítima de cancro. Cullum, para além de ser também piloto da TWA, criou alguns dos desenhos mais reproduzidos da New Yorker, incluindo estes que aqui vos deixo, em jeito de homenagem.


Friday, 22 October 2010

I Coveted a Girl's Style And I Liked It!


É impossível ficar-se indiferente à mais afamada princesa pop americana deste verão, Katy Perry: ora se odeia ora se adora. Eu incluo-me na categoria dos que adoram. A música, apesar de enjoativamente comercial e pré-adolescente, fica no ouvido que é uma coisa parva: já dei por mim a bater o pezinho ao som do If We Ever Meet Again e cantar uns versos do oh-so-tacky Teenage Dream.
Mas nem é pelas qualidades musicais que me deixei encantar pela Katy Perry. É, pura e simplesmente pelo seu ousado, cómico, sexy e ultra-feminino sentido de moda, que tem deixado rasto. Ela em muito contribuiu para o revival da pin-up, de que já aqui vos confessei ser fã, e para a loucura do candy colour na maquilhagem: não houve miúda este verão que não tivesse pintado as unhas de laranja fluorescente ou azul-bebé. O teledisco do California Girls – uma espécie de homenagem technicolor ao Charlie and the Chocolate Factory – reúne estes dois estilos na perfeição. Não sei se este anel, ao estilo dos colares de açúcar que íamos trincando, aparece no teledisco mas se não aparece, devia. Une duas das coisas que fazem uma miúda feliz: moda e gomas!


Ainda dentro do estilo wacky mas sexy, estes são alguns dos looks que mais gostei de ver na noiva do Russell Brand.

Este, com o cabelo azul, o verniz amarelo, as lantejoulas e transparência do vestido… Quem me dera ter coragem (e corpo) para sair assim!


A minha Barbie teve um vestido igual a este aqui em baixo. Odiava-o porque cada vez que o queria vesti-lo à boneca ficava com os dedos praticamente em sangue, como se estivesse a pôr uma toca encolhida num cabeção… e sem pó talco. Não sei se a Katy Perry sofreu para se enfiar neste look de PVC mas valeu a pena porque é dos que mais adoro: desde o cabelo às cores, sem esquecer o pormenor dos óculos Prada… Perfect ten.


Este vestido néon estreado no usualmente glamoroso e clássico Costume Institute Met Ball deu-me a descobrir a do CuteCircuit, que tem o lema de “wearable technology”:


Apaixonei-me por este vestido da indiana Manish Arora que fez furor nos EMAs. Tirando a complicada logística quando me fosse a sentar, adoraria usar este vestido: como é que uma peça tão quirky consegue ser tão elegante?!


Mais subtil mas sem perder a personalidade original que a caracteriza, estes sapatos do italiano Alberto Guardiani representam a Miss Perry na perfeição: humorísticos mas sexy e elegantes. Já estão a ser comercializados nas lojas mas ainda a preços exorbitantes. Já estão na minha wishlist à espera dos saldos de inverno.



E, claro, o infalível look à Betty Page, sendo certo que ela aqui mais se parece com a Zooey Deschanel. Só que com mamas.


Ainda que em versões mais clássicas, a californiana não desaponta. Este look é para mim dos melhores: roo-me de inveja a olha para esta fotografia em que tudo está perfeito!


Mui’ chique na entrega dos Grammys:

Pretty in White, com um Marchesa: normalmente não gosto nada das criações desta dupla londrina mas quando envergadas pela Katy Perry ficam logo com outra pinta!


Por fim, um street look clássico e discreto, reminiscente dos anos 60, mas sempre com um delicioso toque de humor: reparem na carteira!


Imagens tiradas daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui, daqui e daqui.

Thursday, 21 October 2010

You Can Dance Anywhere, Even If Only In Your Heart


A propósito das comemorações do centenário dos Ballets Russes de Sergei Diaghilev, celebradas durante a próxima semana pela Companhia Nacional de Bailado, comecei a deambular aqui pelo Evil Twin e pela net para vos deixar algumas imagens e vídeos e dei por mim a reparar no seguinte: o ballet está na moda. Desde o cinema às lojas, a forma mais pura da dança está por todo o lado, influenciando todo o tipo de artes.
Na 7ª arte muito se tem falado do Black Swan que promete ser um thriller no mínimo original mas que só estreia em Portugal para o ano: é protagonizado pela perfeitíssima Nathalie Portman que teve uma rigorosa formação de bailarina e até namora com o Benjamin Millepied, coreógrafo e danseur étoile do NYC Ballet. Também já vos falei do comovente e inspirador Only When I Dance e esteve aí pelo Nimas outro maravilhoso documentário, o La Danse, sobre a companhia da Opéra Garnier, das companhias mais célebres e mais reconhecidas internacionalmente.
La Danse





Black Swan



Os editoriais de moda que usam o ballet como pano de fundo multiplicam-se e não tenho razão de queixa. As bailarinas são, para mim, o epítome da beleza e da elegância e o que seria a moda sem essas duas qualidades? E a moda pode ser uma arte delicada e romântica que caracteriza grande parte dos ballets clássicos. Uma dupla infalível, portanto.
Este shoot do Pierre dal Corso consegue trazer uma sensualidade ao ballet que raramente lhe é associada.







Os grandes bailados das grandes companhias têm guarda-roupas feitos por estilistas tão ilustres quanto Hervé Leger e Karl Lagarfeld, que desenhou este feérico tutu para a Elena Glurdjidze, do English National Ballet, dançar a cena final do Lago dos Cisnes. To die for!




Deixo-vos ainda outros artigos de moda bem dançantes, para se deleitarem e eu alimentar a minha saudade e dor de não ter sido a bailarina que sempre sonhei e desejei. *Sigh*


Karlie Kloss, fotografada por Dusan Reljin para a Vogue alemã.





A divina Darcey Bussel do Royal Ballet para a Vogue UK nos idos anos ’80.






Editorial da Elle US com o ABT.

Tuesday, 19 October 2010

Ou não me chamasse eu Imelda Marcos.

"Cinema Is The Most Beautiful Fraud In The World", Jean Luc Godard


Fui ver no Domingo o The Town que, sem ser espectacular, tem pormenores excelentes e sobretudo um killer cast, com o meu tão querido Jon Hamm, um Ben Affleck muito credível e likeable e uma interpretação brilhante do Jeremy Renner (do The Hurt Locker).

Mas o problema da minha ida ao cinema este fim-de-semana não teve nada a ver com o The Town.

Um conselho amigo: NÃO vão ver este filme às Amoreiras. E porquê? Primeiro, porque as salas são uma m*rda. Depois porque fazem intervalo não só a meio de uma cena, mas a meio de uma fala de um dos protagonistas! E sobretudo porque nos obrigam, ao engano e sem avisar!, a levar com uma curta metragem que, de tão má, mais parece uma longa, uma penosíssima e eterna longa, de seu nome Shoot Me. Apesar de secretamente desejar que o título fosse inspirado no estado espírito do espectador, cujo pensamento permanente durante a exibição desta curta é: "Alguém me mate, pelamordeus!", não é mais do que um trocadilho com fotografia e morte: tão espertos, estes realizadores tugas! A representação e o cenário são tão inverosímeis que arrepia. O guarda-roupa e maquilhagem da Maria João Bastos, que faz supostamente de tia chique, são de tal forma exagerados que a descredibilizam completamente. Há no meio uma série de clichés forçados (a tensão à mesa de jantar, a cena de sexo altamente previsível e a sensualidade in your face do quarto de revelação com luz vermelha, que já vimos mil vezes...). Pasma-me que um filme fraco ao ponto de ter de ser impingido à socapa antes de outro filme tenha ganho em Maio o prémio do público no festival de cinema independente de Milão.
Go figure.
The Town



Shoot Me