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Thursday, 10 November 2011

Why I’m Craving Oysters and Pinot Grigio


Although it’s been playing since the early summer, only yesterday did I get to see Les Petits Mouchoirs (Little White Lies), written and directed by the oh so handsome Guillaume Canet, who you might remember as Virginie Ledoyen’s boyfriend in The Beach and know as Marion Cotillard’s husband.
Les Petits Mouchoirs is part drama, part comedy about a group of thirty-something well-off Parisian friends who choose to keep their yearly tradition and head off to gorgeous Arcachon for a couple of weeks of sea, sun and wine-soaked vacation, despite leaving behind one of their number in intensive care after a horrific motorcycle accident. This tragedy and moral dilemma sets the tone for the rest of the film, where characters debate and doubt everything, from their sexual orientation to the text messages they send.
A French version of The Big Chill meets Secrets andLies, actor-turned-director Guillaume Canet’s sophomore film was despised by critics across the board who deemed it unoriginal, clichéd, too long (154mins) and underwhelming when compared to Canet’s highly acclaimed debut thriller Ne Le Dit à Personne, also starring Francois Cluzet.
I, however, very much enjoyed Les Petits Mouchoirs, laughed whole-heartedly and sobbed in the tear-jerking finale. By exploring the relationships of this group of long-term friends, the film really spoke to me and focuses on the feeling many of us late-twenties, early-thirties share: it’s that stage in life when you realize things haven’t quite turned out as you hoped for and find yourself thinking “I really f*cked up, didn’t I?”. I guess most young adults can easily relate with the film’s characters: they’re just like us, a chain-smoking, wine-drinking and oyster-eating French version of us. But the best part is that, even though life is sh*tty, even though we all have skeletons in our closet and even if we tell each other little white lies – because we’re pride, ashamed or protecting others – well, the truth is that, somehow, friends, the real ones, stick with us no matter up: we’re locked together by their bonds of love and that’s what makes life worth living. Cliché? Sure. But true, thank God, very true.

Thursday, 21 January 2010

Bon Chien Chasse De Race



Já não é segredo para ninguém que sou francófila dos pés à cabeça, que Paris é a minha cidade europeia de eleição e que os anos em que lá vivi formaram a minha personalidade mais do que outra qualquer convivência e aprendizagem.
O meu amor pela França e os franceses (que, bem sei, não é propriamente consensual por terras lusas) revela-se sobretudo na cultura que aquela nação nos ofereceu: a arte, o teatro, a literatura, o cinema… e, claro, a música.
Desde os clássicos Debussy e Ravel aos Phoenix e Air, passando pelos grandes dos anos 60, tais como a Françoise Hardy (cuja admiração já aqui vos contei) e claro, o enorme, o mítico, o inigualável Serge Gainsbourg.
Independentemente da nossa nacionalidade, geração ou mesmo preferência musical, todos nós reconhecemos que o homem que devia ganhar consecutivamente o prémio de “Melhor Cliente do Ano” da Gauloises e Gitanes, tinha voz de bagaço e encantou a Brigitte Bardot, é uma referência incontornável, com um talento que não esmoreceu com o tempo.
Uma das mais famosas conquistas do Gainsbourg foi a actriz inglesa Jane Birkin (que, recordo-vos, protagonizou o primeiro nu frontal do cinema no irreverente Blow Up de Antonioni), com quem cantou o sensualíssimo Je T’Aime, Moi Non Plus (deliciosamente reinterpretado pela Cat Power há uns anos).
Mas não só de duos musicais se fez a dupla Gainsbourg-Birkin: estes ícones dos swinging sixties tiveram uma filha que herdou o talento, a pinta e a invulgar lascívia dos pais, a Charlotte Gainsbourg.
Descobri a Charlotte Gainsbourg em filmes menores como Jane Eyre, do Zeffirelli ou The Science of Sleep, do Michel Gondry (e anseio agora por vê-la no Anti-Cristo do Lars Von Trier, ainda que o trailer do filme me deixasse um tanto ou quanto angustiada), e ainda como a cara da campanha da Gérard Darel.
Agora reacendi a minha paixão pela família Gainsbourg ao ouvir o álbum que esta demoiselle lançou no início do ano, IRM, que foi co-escrito e produzido pelo Beck (♥!). IRM é a sigla de ressonância magnética em francês e faz referência ao tempo em que a Charlotte Gainsbourg esteve hospitalizada com uma hemorragia cerebral, na sequência de um acidente de lancha que sofreu há dois anos.
As músicas são melancólicas, sente-se a dor e a angústia mas com um lirismo e ritmo característicos de Beck, que dão vontade de cantarolar e dançar, por muito que estejamos em sofrimento.
Um álbum redondo, lindo e triste. Ideal para os dias chuvosos de inverno com que inaugurámos o ano.





Monday, 14 December 2009

Elle Ressemble à Tous Ceux Qui Ont Eu Du Chagrin

Tenho um fascínio quase irracional pela época yé yé da Paris dos anos 60. Não sei se por influência da minha Mãe, que cresceu nesse tempo e hoje fala com uma saudade ternurenta da revista Salut Les Copains e se emociona a ouvir Jacques Dutronc, Sylvie Vartan e cia., mas a verdade é que amo a moda, a música, o cinema e a literatura dessa altura, mais do que seria razoável de uma menina born & bred nos anos oitenta.
A ícone indiscutível da geração yé yé é a Françoise Hardy.
Por mais voltas que se dê, por mais supermodelos que apareçam, actrizes e cantoras que se lançam… ainda não vi nenhuma mulher que chegasse sequer aos calcanhares da Françoise Hardy. É de uma beleza singular, imaculada, absolutamente perfeita. Consegue reunir a excelência mod, o cinema de Vadim, os romances da Sagan, a moda do Courrèges… E canta com uma voz untuosa, doce e melancólica, tão irresistível quanto as letras simples e despretensiosas, quase sempre da autoria da própria Françoise Hardy.

Para lavar os olhos e os ouvidos e começar a semana em grande.

À demain, les copains!











Friday, 13 November 2009

Take me out to the ball game, take me out with the crowd!

Como boa portuguesa que sou, adoro futebol. Jogo mal como tudo (a minha equipa perdeu 7-0 contra a segunda pior equipa da nossa liga de futebol feminino, só para terem noção…) mas ainda assim adoro jogar. E adoro ver: no estádio, preferivelmente, do Dragão, exclusivamente, e na televisão, inevitavelmente. Vivo com dois rapazes, qualquer um deles devoto ao desporto rei, ao ponto de seguirem não só os jogos nacionais (e todos, porque um é do Sporting, outro do Benfica, e a complementar comigo, Portista ferrenha, não há jogo que nos escape), mas também os internacionais. À parte do Arsenal que sigo por questões de solidariedade – é o clube do meu cunhado bife – admito que a liga italiana e alemã me dizem pouco ou nada. Já a liga espanhola me suscita algum interesse, embora por razões pouco técnicas: já não é segredo que tenho uma admiração, vá, paixão… pronto, obsessão pelo Iker Casillas. E, recentemente, o meu interesse pela pelota ultrapassou a equipa do Real Madrid: a ver um jogo qualquer do Barcelona, apercebi-me que me emocionavam mais as imagens do banco do que propriamente do jogo em si: quem era aqueles senhor tão bem parecido e bem aprumado que mais parecia saído de um atelier de arquitectura ou do Conselho Executivo do BES, do que dos balneários suados do Camp Nou? Pepe Guardiola, de seu nome, responderam os meus co-locatários. Guardiola. Até o nome nos obriga a enrolar a língua, como que num beijo sensual. Guardiola. Mmmm…


Mas, alto e pára o baile, que há mais.

A minha francofilia ultrapassou os campos da literatura e do cinema francês e estou a ponderar seriamente passar a assinar o L’Équipe, só para ter novidades do futuro pai dos meus filhos (ele ainda não sabe, mais vai sê-lo…), o Yoann Miguel Gourcuff. O Miguel no nome deixou-me esperançada que este moreno de olhos verdes ainda tivesse ascendências lusas mas afinal parece que são ibéricas: tanto melhor! Joga no Bordeaux (aposto que percebe imenso de vinhos) e pela equipa nacional de França: allez les bleus!