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Thursday, 28 July 2011

Saturday, 8 January 2011

That Was The Year That Was, Tom Lehrer (1965)


Espanha foi campeã do Mundo. O impronunciável vulcão islandês estragou as férias a milhares de veraneantes. O terramoto afundou o Haiti ainda mais na miséria. A BP destruiu o golfo do México. A cultura ficou empobrecida com as mortes de Éric Rohmer, J.D. Salinger, Alexander McQueen, Dennis Hopper, Saramago, Tony Curtis e Arthur Penn, A “crise” não passou. O resgate dos mineiros chilenos foi das poucas boas notícias que tivemos. Assim como o lançamento do i-pad (wohoo!).
2010 foi um ano igual a tantos outros: recheado de tragédias, desgostos e angústia e umas tantas alegrias aqui e ali. Nenhuma novidade significativa ou verdadeiramente revolucionária.

Mas a nível pessoal tive muitas novidades, algumas delas revolucionárias. E, claro, como qualquer adulto, tive a minha quota-parte de desgosto e angústia.


Ganhei mais um sobrinho. Embora a minha irmã e o meu cunhado tenham contribuído em muito para a criação e o nascimento deste petiz, a verdade é que olho para aqueles enormes olhos azuis e doce sorriso desdentado e penso que ele é a prova acabada de que Deus existe e cria as maiores maravilhas.


Mudei de emprego. Foi para melhor, mas nas piores circunstâncias. Já aqui confessei inúmeras vezes o meu profundo desgosto e arrependimento em ter seguido Direito, ter feito o inferno tenebroso que é a Ordem e ter trabalhado num verdadeiro circo de desonestidade, promiscuidade e ganância que é um escritório de advogados. Nem tudo é mau, claro: fiz lá amigos para a vida, conheci pessoas apaixonantes, tive experiências profissionais e pessoais enriquecedoras. Mas foram anos de pressão, desgaste e insatisfação que não desejo a ninguém.
Mudei em Junho e agora adoro o que faço. Trabalho num hedge fund e outros produtos de investimentos num banco (muitos de vós bocejarão mas juro-vos que é mesmo giro!). Mas, mesmo os mais desligados saberão que se há sector onde as coisas estão a dar para o torto, é este. É mais seguro investir numa empresa têxtil do interior cheia de operários manetas e cegos do que apostar na continuidade do meu emprego. Vivo com a guilhotina ao pescoço sem saber se só vou trabalhar aqui mais um dia, um mês, um ano, uma década…


Comprei a minha casa
. Era um dos projectos que mais ambicionava. Adoro o meu apartamento. Adoro o bairro. Adoro tudo. Mas odeio ter um crédito à habitação que me consome 60% do meu rendimento e que me obriga a fazer uma ginástica financeira inimaginável para não ter der me prostituir ao fim do mês para poder pagar as contas (e digo-vos que morando a 2 minutos do Parque Eduardo 7º, já pensei nisso mais do que uma vez!).


Os meus pais estão velhos. Não sei se ficaram velhos este ano ou se foi gradual e só este ano me apercebi mas a verdade é que, por várias circunstâncias, dei por mim a olhar para os meus pais e a ver um casal de sexagenários, que o são, e não um jovial e enérgico casal de 30, que era a imagem que mantive deles desde a minha infância. Os meus pais sempre foram muito activos e jovens de espírito, com sonhos, projectos, ambições, cheios de saúde e uma vida social bem mais activa do que a minha. Mas, de repente, foram avós, ficaram mais frágeis, mais magros, menos pacientes, menos tolerantes, mais medrosos, com mais cabelos brancos… O facto de eles envelhecerem assusta-me por tantas razões. Primeiro, porque a velhice é uma merda: ninguém gosta de ser velho, não me venham com essas balelas de que se ganha sabedoria e sapiência. Bullshit. Mas assusta-me sobretudo porque significa que também eu estou a ficar mais velha. Estou à beira dos trinta, esse malfadado número que impõe às mulheres como meta para casar, ter filhos, casa e emprego de sucesso. Fiz um PPR, já não aguento sair até às tantas, já não emagreço de um dia para o outro, já critico os comportamentos, vestimentas e cultura (ou falta dela) das gerações mais novas, já uso mais sabrinas rasas do que pumps de 15cm, já faço cortes de cabelo que me rejuvenesçam.
E (O Fortuna do Carmina Burana toca como música de fundo)… tive o meu primeiro cabelo branco.


E, o mais importante, deste e ano e, provavelmente, de todos os anos a vir, conheci, ou melhor, reconheci o Amor.

Não sei o que 2011 me reserva. Já deixei de fazer planos. Não vale a pena. Mas, claro, tomei algumas resoluções (é impossível deixar passar a oportunidade de desenhar objectivos e melhorar o que podemos e queremos!) e a principal de entre elas é ser feliz com o que tenho. Apreciar melhor a minha sorte, as dádivas e as benesses que tenho, dia após dia.

Espero consegui-lo.

Thursday, 2 December 2010

Reyes de Madrid



E se o 1.º de Dezembro de 1640 nunca tivesse acontecido? O que seria de Portugal hoje se tivéssemos ficado sob tutela espanhola? Teríamos perdido tudo nas Guerras Mundiais e na Guerra Civil? Ou seríamos antes uma forte e rica província de uma União Ibérica? Falaríamos espanhol ou estaríamos hoje a lutar pela nossa independência e identidade, à semelhança de uma ETA? Chamar-me-ia Cármen ou Soledad? Falaria ainda mais alto do que falo? Teríamos mantido a deliciosa tradição do bacalhau e outras iguarias tipicamente lusas?
Confesso que, não desdenhando a minha nacionalidade nem o meu país, tenho um fascínio imenso pelos nuestros hermanos e – sei que isto pode insultar muita gente e chocar outros tantos – na minha humilde opinião, o 1.º de Dezembro de 1640 foi um crasso erro que nunca devia ter acontecido. Acho que Portugal e Espanha seriam hoje um país com um potencial imenso, com uma força que nos tornaria num dos maiores players da União Europeia e nos daria um rol de oportunidades que nunca teremos, ou claramente não soubemos aproveitar, como a actual situação económica bem demonstra. Estou bem ciente de que também Espanha atravessa um período de enorme dificuldade, que tem problemas aparentemente insolúveis, tal como nós… mas continuam a dar-nos baile em tudo, em todas as áreas do mercado, na indústria, na banca, no cinema, na literatura, na moda… E cada vez que vou a Madrid penso “Tenho de vir viver para cá. Tipo, hoje.” E este feriado que passou, honrei verdadeiramente a minha opinião e fui passar o dia a Madrid. Confesso que não foi uma jogada propositada, pelo menos da minha parte, mas foi antes uma surpresa (e que surpresa! a melhor que já me fizeram!).
Depois de um dia muy típico, entre deambulações pelas largas avenidas e a lavar as vistas no Prado, o dia acabou em cheio com um concerto dos Kings of Leon, num sala com mais espectadores portugueses do que alguma vez pensei. A certa altura no concerto até se ouvia uma boa parte do público entoar sonoramente “Portugal! *clap, clap, clap* Portugal! *clap, clap, clap*”!
O quarteto de Tennesse não falhou e a família Followill provou ser uma banda rock à antiga, e isso é bom: a intensidade com que tocam as músicas é genuína e conseguem transmitir isso para o público que ontem, no Palácio Vistalgre, vibrou com a mesma energia todas as músicas, tendo sido elogiado, aliás, pelo oh so gorgeous Caleb que disse estar grato por estar perante um público consistente que não vai só ali ouvir os singles (de facto, aquela malta era fã de verdade, entoavam sonoramente todas as músicas, desde os álbuns de 2003 que desconhecia aos lados B mais obscuros). Mas, inevitavelmente, os pontos altos foram nos singles: o Radioactive (cujo o início me parece sempre o Cannonball dos Breeders!), Use Somebody e, claro, o Sex on Fire. Uma nota especial para o Back Down South e o The End a que não dei a devida importância quando ouvia o Come Around Sundown mas que são, neste momento, as minhas músicas predilectas dos KOL.

A ouvir em loop.





Friday, 13 November 2009

Take me out to the ball game, take me out with the crowd!

Como boa portuguesa que sou, adoro futebol. Jogo mal como tudo (a minha equipa perdeu 7-0 contra a segunda pior equipa da nossa liga de futebol feminino, só para terem noção…) mas ainda assim adoro jogar. E adoro ver: no estádio, preferivelmente, do Dragão, exclusivamente, e na televisão, inevitavelmente. Vivo com dois rapazes, qualquer um deles devoto ao desporto rei, ao ponto de seguirem não só os jogos nacionais (e todos, porque um é do Sporting, outro do Benfica, e a complementar comigo, Portista ferrenha, não há jogo que nos escape), mas também os internacionais. À parte do Arsenal que sigo por questões de solidariedade – é o clube do meu cunhado bife – admito que a liga italiana e alemã me dizem pouco ou nada. Já a liga espanhola me suscita algum interesse, embora por razões pouco técnicas: já não é segredo que tenho uma admiração, vá, paixão… pronto, obsessão pelo Iker Casillas. E, recentemente, o meu interesse pela pelota ultrapassou a equipa do Real Madrid: a ver um jogo qualquer do Barcelona, apercebi-me que me emocionavam mais as imagens do banco do que propriamente do jogo em si: quem era aqueles senhor tão bem parecido e bem aprumado que mais parecia saído de um atelier de arquitectura ou do Conselho Executivo do BES, do que dos balneários suados do Camp Nou? Pepe Guardiola, de seu nome, responderam os meus co-locatários. Guardiola. Até o nome nos obriga a enrolar a língua, como que num beijo sensual. Guardiola. Mmmm…


Mas, alto e pára o baile, que há mais.

A minha francofilia ultrapassou os campos da literatura e do cinema francês e estou a ponderar seriamente passar a assinar o L’Équipe, só para ter novidades do futuro pai dos meus filhos (ele ainda não sabe, mais vai sê-lo…), o Yoann Miguel Gourcuff. O Miguel no nome deixou-me esperançada que este moreno de olhos verdes ainda tivesse ascendências lusas mas afinal parece que são ibéricas: tanto melhor! Joga no Bordeaux (aposto que percebe imenso de vinhos) e pela equipa nacional de França: allez les bleus!









Friday, 18 September 2009

Chicas y Maletas


Não é segredo para ninguém que sou uma apaixonada por Espanha e tudo o que venha das terras de nuestros hermanos. Afirmo sem vergonha e indiferente aos olhares horrorizados dos que me ouvem que o 1 de Dezembro de 1640 foi um erro crasso, que a ¡Hola! é uma das minhas leituras obrigatórias e a cidade onde mais quero viver no mundo inteiro é Madrid.
Entre as minhas muitas paixões espanholas inclui-se o cinema e, claro, o icónico Pedro Almodóvar. Vi todos os filmes dele a partir do clássico Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios; o Habla con Ella há-de constar eternamente no meu Top 5, independentemente de todos os filmes que eu ainda venha a ver: nenhum vai superar aquela obra prima, impossível.

E ontem, como boa espanhola-e-chica-Almodóvar-wannabe, fui ver Los Abrazos Rotos. (Pequeno à parte: os meninos que trabalham no Magnólia do Londres têm de começar a tomar algum excitante ou estimulante com urgência: ecstasy, café, coca-cola, o que seja, mas não demorem 20 mins a fazer-me uma mísera tosta de brie, sff, e a obrigarem-me a perder os primeiros minutos do filme, ‘tá? Obrigada.)


O último filme de Almodóvar tem desiludido os grandes especialistas imparciais e os acérrimos seguidores do realizador: as críticas vão no sentido de que o filme é meramente satisfatório, não traz nada de novo, o argumento é demasiado expectável e melodramático, yada yada yada. Infelizmente, concordo. Há, de facto, uma falta de elementos surpresa que sempre ansiamos nos filmes de Almodóvar. Ainda por cima, não gostei do protagonista – Lluís Homar – que aparece em 99% das cenas, por isso logo aí há um ligeiro set back


Los Abrazos Rotos é tudo aquilo que se espera de uma obra de Almodóvar, encarnando na perfeição o estilo criativo bastante próprio e cuidado do cineasta, mas isso não é necessariamente mau: em equipa vencedora não se mexe, não é o que se costuma dizer? Voltamos a encontrar neste filme os curiosos ângulos de filmagem de que Almodóvar é mestre, uma fotografia exímia (sobretudo nas cenas passadas em Lanzarote), os personagens de sempre (destaque para o nostálgico reencontro com a nariguda Rossy de Palma) e uma banda sonora imaculada, entregue ao génio que é Alberto Iglésias, de quem sou a fã número um. E, também como boa espanhola-wannabe e fútil (de qualquer nacionalidade) que sou, adorei o guarda-roupa: com cenas passadas nos anos 80, as roupas são típicas da época sem ser um cliché e, aliás, é com fatos lindíssimos que vemos uma Penélope Cruz sensual e femme fatal: o fato encarnado da cena final e um fato Chanel preto que ela usa com uma mini saia plissada... um sonho. Outro pequeno à parte: eu quero ser a Penélope Cruz quando for grande. Não só porque ela anda com o Javier Bardem mas também porque ela é a mulher perfeita, linda de morrer em todas as cenas. Cabra.







O regresso da Rossy de Palma








Lluís Homar & Penélope Cruz





Uma das cenas passadas em Lanzarote



Penélope à la Marilyn




.... e o trailer.

Monday, 7 July 2008

"Tennis is a perfect combination of violent action taking place in an atmosphere of total tranquillity", Billie Jean King

Apenas uma semana após a vitória do Euro, a Espanha voltou a cantar “campeones” ontem à noite quando Rafael Nadal se consagrou campeão de Wimbledon frente a Roger Federer na final mais longa da história do torneio: 4h48 para jogar cinco sets. Nadal torna-se assim no primeiro tenista a vencer Wimbledon e Roland Garros no mesmo ano desde o lendário Bjorn Borg em 1980.
¡Viva España!

Thursday, 26 June 2008

Hoy soy española...

... y me quedo completamente enamorada de Casillas!

Saturday, 12 April 2008

Portem-se bem no fim-de-semana!

E sigam os conselhos dos Los Happiness!... Ou então não...
Hagamos juntos, este crucigrama
Aplacemos lo otro para mañana
Cantar contigo, me llena de alegría
Dejemos todo lo demás para otro día
Quisiera besarte pero sin ensuciarte
Quisiera abrazarte sin dejar de respetarte.
Amar es saber esperar, es saber esperar, es saber esperar…

REFRÃO
Amo a Laura, pero esperaré hasta el matrimonio
Amo a Laura, pero esperaré hasta el matrimonio
No voy a arrancar esa flor,
Quien la destruya,
No seré yo…

“Joven, recuerda que el amor nace del respeto que no hay nada mas hermoso en una pareja que saber esperar juntos ese momento maravilloso que es la consumación del amor…¡TU PACIENCIA TENDRÁ RECOMPENSA!”

REFRÃO