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Friday, 22 July 2011
Friday, 29 April 2011
It Could’ve Been Me!

Sabiam que eu fui aceite na Universidade de St. Andrews, no ano anterior ao ingresso do Príncipe William? É verdade. Na altura achei que não ia aguentar o clima escocês e fiquei-me por terras e faculdades lusas mas não posso deixar de pensar: e se eu tivesse ido para St. Andrews? Teria conhecido o príncipe ou a Kate? Tê-los-ia hoje no meu círculo de amigos? Teria eu estado hoje entre convidados a Westminster e Buckingham?
Duvido.
Mas o casamento hoje do Príncipe William com a Kate Middelton, agora Duques de Cambridge, não deixa de alimentar o sonho Disney-esco de qualquer menina: o de casar com um príncipe encantado, em festejos com tamanha pompa e circunstância que até os passarinhos de um branco imaculado ajudam a segurar a causa do vestido enquanto chilram odes de amor e espalham mimosas pelos convidados…
Exageros à parte, o meu verdadeiro interesse em toda esta cerimónia era, como não podia deixar de ser, as indumentárias.
Começando pelo óbvio, o vestido de noiva. A minha primeira reacção ao ver Kate sair do Rolls Royce foi “É lindo! É perfeito! Parece a Grace Kelly!”.

Depois, “Espera lá, mas isto é E-X-A-C-T-A-M-E-N-T-E o vestido de noiva que sempre imaginei para mim!”. Tirando o pormenor da tiara Cartier dos anos 30 oferecida pela Rainha Isabel II, aquele kit era tudo o que eu sempre quis! Bouquet e tudo! Depois, semi-pânico. “Tu queres ver que, se me casar, vão dizer que eu é que imitei a Kate?!” Cabra.


Obviamente que, mesmo imitado, qualquer outro vestido jamais poderá chegar aos calcanhares da criação McQueen pelas mãos de Sarah Burton. Divino.
A irmã da noiva, Pippa Middelton, é a minha predilecta entre as convidadas. Apesar do branco ser um suposto faux-pas em casamentos, acho o vestido distinto, muito adequado, discreto mas ainda assim festivo. E adoro o pormenor da linha do botões nas costas.

A quase-princesa nubente do Mónaco Charlene Wittstock também está entre as mais bem vestidas: elegante e discreta, ficamos ansiosos para ver o que irá vestir no seu próprio casamento do próximo ano.

Adorei a Victoria Beckham que, grávida de sei lá quantos meses, levava um lindo vestido azul profundo e o melhor acessório de todos, David Beckham que estava, ele sim, um verdadeiro príncipe!

Achei a mãe da noiva um bocadinho plain mas também eu teria preferido a discrição máxima do que dar azo a qualquer má língua.

Já a mulher do Vice-PM Nick Clegg estava tudo menos simples. Tudo bem que é espanholita mas não é preciso abusar, Miriam! Parece a Cruella de Vil. ¡Ay, ay, ay! ¡Muy mala!

O mote anos 30 deve estar na ordem do dia em Espanha porque também Letízia estava armada em Roxie Hart. Ela, of all people, de quem esperava a sua elegância exemplar e característica, foi uma grande desilusão. O que é que é aquele chapéu? Aquela cor?!

Mas as piores vestidas, ainda que sem grande surpresa, são as mini Fergies, as princesas de York Beatrice e Eugenie. Uma aproveitou restos de uma colcha lá de Buckingham para fazer o top e outra espetou uma moldura na testa…

Rule Britannia!
Friday, 27 November 2009
Monday, 16 November 2009
An ideal wife is any woman who has an ideal husband
Depois de um post dedicado aos solteiros, deixo-vos agora um dedicado aos casais que, caramba, também são gente. Gente que desprezo e invejo, está claro, mas ainda assim, gente.
Eis um questionário do longínquo ano de 1933 que permitia, através de um fidelíssimo sistema de pontos, avaliar o cônjuge, com as devidas diferenças e características específicas para o marido e para a mulher. Uma pérola: assustadoramente actual e naaaada machista.
Na ficha dos homens, confesso que gosto do bónus se o marido “gives wife real movie kisses, not dutiful pecks on the cheek”. E acho aterrador, nos demerits do marido, as hipóteses “compares wife unfavorably with his mother or other wives” e “publicly regrets having married”. Dude, that's got to hurt. Se com um casamento destes, a mulher ainda precisa de fazer questionários, valha-nos Deus.
Quanto à das mulheres, destaco, em especial, o facto de se perder pontos por usar pijama (?!) e ter mais de 7 quilos de excesso de peso (parece-me justo ainda que chocante vê-lo por escrito).
E para ganhar pontos é suposto fazer manicuras ao marido (gay, só pode…) e ter filhos pequenos (com o pormenor de se ganhar “5 points per child”).
Eis um questionário do longínquo ano de 1933 que permitia, através de um fidelíssimo sistema de pontos, avaliar o cônjuge, com as devidas diferenças e características específicas para o marido e para a mulher. Uma pérola: assustadoramente actual e naaaada machista.
Na ficha dos homens, confesso que gosto do bónus se o marido “gives wife real movie kisses, not dutiful pecks on the cheek”. E acho aterrador, nos demerits do marido, as hipóteses “compares wife unfavorably with his mother or other wives” e “publicly regrets having married”. Dude, that's got to hurt. Se com um casamento destes, a mulher ainda precisa de fazer questionários, valha-nos Deus.
Quanto à das mulheres, destaco, em especial, o facto de se perder pontos por usar pijama (?!) e ter mais de 7 quilos de excesso de peso (parece-me justo ainda que chocante vê-lo por escrito).
E para ganhar pontos é suposto fazer manicuras ao marido (gay, só pode…) e ter filhos pequenos (com o pormenor de se ganhar “5 points per child”).


Friday, 7 August 2009
Tuesday, 14 July 2009
A wedding is just like a funeral except that you get to smell your own flowers
Todas as meninas sonham em casar. As que dizem que não, mentem com todos os dentes que têm na boca, garanto-vos. E todas as meninas sonham em como vai ser o casamento. É inevitável, está-nos imprimido nos genes, faz parte do nosso ADN. E não só sonhamos com isso como planeamos esse dia, desde o vestido às músicas, da igreja aos convidados.
Bom, talvez nem todas as meninas sonhem com tanto pormenor mas por mim falo, que estou solteira há muito (demasiado?) tempo e que tenho mais casamentos por ano que dedos na mão. São muitas (demasiadas?) oportunidades para pensar no assunto. Sendo certo que esse dia pode nunca vir a acontecer ou se acontecer, ser completamente diferente do que imagino, não deixa de me dar um gozo imenso planear como ele será.
Bom, talvez nem todas as meninas sonhem com tanto pormenor mas por mim falo, que estou solteira há muito (demasiado?) tempo e que tenho mais casamentos por ano que dedos na mão. São muitas (demasiadas?) oportunidades para pensar no assunto. Sendo certo que esse dia pode nunca vir a acontecer ou se acontecer, ser completamente diferente do que imagino, não deixa de me dar um gozo imenso planear como ele será.
No outro dia vi uma reportagem fotográfica do talentosíssimo Josh Goleman de um casamento e, à medida que as fotografias iam desfilando sob o meu olhar atento, pensava “é exactamente isto”. Acabei com os olhos a brilhar, pasmada com a qualidade e beleza das fotografias e arrepiada por ter visto o que projectei para mim, mas vivido por outras pessoas.
É assim que eu quero que seja o meu casamento: informal e despretensioso, rodeada de amigos, indumentária descontraída e (até nisso coincide!) um vestido de noiva curto. É uma festa, não uma cerimónia. Celebra-se o amor e a felicidade genuína e não os deveres sociais ou familiares.
É assim que eu quero que seja o meu casamento: informal e despretensioso, rodeada de amigos, indumentária descontraída e (até nisso coincide!) um vestido de noiva curto. É uma festa, não uma cerimónia. Celebra-se o amor e a felicidade genuína e não os deveres sociais ou familiares.
A reportagem integral está aqui mas por ora deixo-vos um cheirinho:

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