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Saturday, 18 June 2011

The 5 Things I Take From The Tree Of Life


1. Brad Pitt should play nothing but movies set in the fifties. Do I hear Hot Overbearing Parent anyone?! Hubba hubba!

2. I want a kid just like Laramie Eppler.

3. Nothing will relax you more than two and a half hours of National Geografic-ish shots, Brahms and Berlioz.

4. I want Sean Penn’s house in the movie. Without the depressing silent tension, though, thank-you very much.

5. Cannes trumps every other movie award, time and time again.



Não é um filme.
Não é uma história.
É arte. É uma opus que comprime toda a História do Mundo e da Humanidade em duas horas e meia.
São as memórias dos personagens e as memórias do próprio mundo, o início da existência da terra, do mar, do espaço e as arrebatadores nebulosas.



É a luta entre a admiração e respeito contra a perplexidade e a emancipação. A veneração por Deus torna-se num raivoso solilóquio. O temor pelo Pai frustrado e severo que não sabe traduzir o amor que tem pelos filhos que acabam por se virar contra ele.






Mas os actores principais do The Tree of Life são a fotografia, a música e a forma como ambos estão conjugados: o Requiem de Berlioz arrepia, a Lacrimosa do Preisner envolver, o épico Moldau de Smetena exalta…

É perfeito.

Wednesday, 13 May 2009

A Treze de Maio, na Cova da Iria...

Não quero de todo perigar a laicidade do B’necas mas fruto de anos e anos em colégios de freiras e muitos Domingos passados a receber e dar aulas de catequese, não resisto a deixar aqui uma nota sobre o dia de hoje, passados 92 anos sobre a aparição de N. Senhora de Fátima aos três pastorinhos. Foi um episódio religioso que marcou a minha infância: quando era criança rezava todos os dias para que a N. Senhora me aparecesse a mim e todas as minhas bonecas (Barbies inclusive) se chamavam Jacinta.
Continuo a ser católica praticante e tenho muita dedicação a certos santos e a determinadas imagens da N. Senhora. A de Fátima, por acaso, já não é uma delas: não faço promessa para ir a Fátima, nem de carro nem a pé e muito menos de joelhos, detesto toda aquela exploração comercial e não gosto do Santuário. Mas ontem dei por mim a ver a transmissão da procissão da velas e a ficar emocionada. É impossível ficar indiferente àquele desfile de luzes quentes na noite escura, com milhares de vozes trémulas a cantarem em uníssono “A treze de Maio, na Cova da Iria, apareceu brilhando a Virgem Maria. Avé, Avé, Avé Maria!”. Deitei-me com aquela música na cabeça, acordei com aquela música na cabeça e ainda não consegui deixar de cantar “A treze de Maio, na Cova da Iria…”. Há horas que não me sai da cabeça: estou a sentir um misto de aproximação divina intensa e de irritação extrema porque não consigo sequer concentrar-me a trabalhar.
É impressionante como um hit da Igreja Católica consegue ser mais viciante e potente do que o último single da Beyoncé ou da Britney Spears.
A treze de Maio, na Cova da Iria…”. Porra, continua!