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Thursday, 11 November 2010

Adio, Adieu, Aufwiedersehen, Goodbye!

Ando a mil, numa roda-viva: tanta coisa a acontecer, a minha vida está uma autêntica revolução! Mas para melhor!
Manter-vos-ei a par das muitas novidades em tempo devido mas por ora deixo, para além de um sentida homenagem ao Senhor do Adeus a quem tantas e tantas vezes acenei.







Wednesday, 3 February 2010

Campo de Ourique, What Else?



Lu et approuvé!, o blogue da minha querida Maggy, uma alfacinha de verdade!

Friday, 12 June 2009

Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo

Sabem que foi? Dou-vos uma dica: nasceu em Lisboa em 1195. Ainda não? Foi frade franciscano mas foi, porém, grande apreciador de casamentos. Mais uma dica: morreu em Pádua a 13 de Junho 1231.
É, é esse mesmo. O Santo António.

Como boa alfacinha católica que se preze, sou devota do nosso santo padroeiro e muitas vezes recorro a ele quando não encontro o quer que seja (desde os brincos a um lugar para estacionar o carro). Há muitos anos a minha avó ensinou-me esta ladainha de que nunca mais me esqueci:
Eu vos saúdo, glorioso Santo António,
Fiel protector dos que em vós esperam.
Já que recebestes de Deus o poder especial
de fazer achar os objectos perdidos,
socorrei-me neste momento,
a fim de que, mediante vosso auxílio,
eu encontre o objecto que procuro...
E como boa alfacinha foliona que se preze, adoro os Santos Populares. Raramente estou em Lisboa nesta altura – aproveito sempre os feriados para ir de férias – mas este ano o trabalho e o budget obrigaram-me a ficar por cá e vou aproveitar para ir comer uma sardinhada, ler os versos nos manjericos e dar um pezinho de dança debaixo dos balões e arcos de papel às cores Alfama fora.

Friday, 11 April 2008

Hoje acordei mal disposta...

Considero-me alfacinha de gema. Nasci na Irlanda, o meu pai no Porto e a minha mãe na Guarda e vivi (quase) sempre fora. Mas, mesmo assim, considero-me uma alfacinha de gema. Vivo em Lisboa há dez anos e namoro esta cidade a cada instante. Conhece-lhe os segredos, as ruelas íngremes que serpenteiam o Príncipe Real, as tascas sonoras da Madragoa, a vista ostentosa de São Vicente de Fora. De minha casa vejo (empoleirada na minha da varanda num desafio à gravidade, mas vejo!) o Cristo-Rei com a ponte e o Tejo os seus pés.
Outro (suposto) encanto de Lisboa é a sobejamente conhecida calçada portuguesa, aquele puzzle preto e branco que se desenha sob os nossos pés. É lindo, sim senhora, mas ou se é equilibrista ou então só de sapatos de montanhismo, daqueles com picos e tudo porque nem uns míseros ténis rasos servem! Alguém aguenta mais do que cinco minutos sem um ameaço de queda, daqueles em que o tornozelo treme todo mas, como se por milagre, mantemo-nos em pé?
É esta calçada que me obrigada a pôr as botas novas no sapateiro ao fim de umas parcas horas de uso. É esta calçada que me faz ir ao sapateiro mais vezes do que vou à casa de banho. É esta calçada que me prende os saltos nas pedras mal calcetadas e faz com que o meu pé, descalço e desamparado, fique um metro à frente do respectivo sapato e me obriga a voltar ao pé-coxinho para recuperar o dito cujo salto já está completamente roído pelos passeios. E claro, tudo isto acontece, invariavelmente, num dia de chuva em que estamos cheias de pressa e, invariavelmente, em frente a um grupo de rebarbados que , invariavelmente, guincham “Olha a Cindarela perdeu o sapatinho”…
Amo Lisboa, mas passo-me com esta calçada, porra!